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quarta-feira, 12 de março de 2014

Malha Aérea da Copa do Mundo vai transportar 7 milhões de passageiros


Cidades-sede terão 16 mil voos extra durante o período dos jogos

Da véspera da abertura do Mundial da FIFA (11/06) ao dia seguinte da grande Final (14/07), as companhias aéreas que integram a ABEAR – Associação Brasileira das Empresas Aéreas - (AZUL, AVIANCA, GOL e TAM) transportarão 7,2 milhões de passageiros apenas nas cidades-sede dos jogos. O levantamento foi realizado pela entidade considerando os voos realizados em um período de 36 horas antes e após cada partida.

Essa metodologia estima uma movimentação típica de grandes eventos, em que os passageiros planejam sua viagem de ida para a véspera e também para o dia do jogo, e o retorno é realizado entre o final da partida e o dia seguinte.

A ligação às cidades-sede terá um aumento superior a 31% no volume de operações. Serão adicionados 16,1 mil voos à malha regular nessas cidades durante o período dos jogos, totalizando 67,8 mil deslocamentos. A oferta de assentos cresce 9,7%, o que significa 645 mil novos lugares aos 6,6 milhões regulares.

“A criação de uma malha aérea específica para o período da Copa do Mundo é um processo que requer uma disciplina organizacional extrema”, explica Eduardo Sanovicz, presidente da ABEAR. De acordo com o executivo, do remanejamento de voos à programação de manutenção das aeronaves, cada etapa é sistematicamente definida para atender ao fluxo de passageiros que circularão entre as 12 cidades-sede sem comprometer as demais operações. Com o aumento de operações nessas regiões, um dos principais elementos que vão gerar a energia necessária para a operação é o capital humano. Para isso, as companhias já se estruturam para alocar suas equipes nas bases que terão maior demanda no período.

“É preciso lembrar que os quase dois mil voos que solicitamos à Anac em dezembro tinham o objetivo de otimizar as ligações entre essas cidades. Esses voos serão realizados praticamente com a mesma frota que contávamos no final do ano passado. O principal elemento que nos permite realizar uma operação complexa como essa é planejamento”, destaca Sanovicz.  

Das cidades-sede com maior movimentação, São Paulo é a que terá o maior fluxo, com 2,8 milhões de assentos nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e também em Viracopos. No entanto, esse volume representa apenas 9% a mais no número de assentos regulares para o período. No Rio de Janeiro, serão 89 mil assentos extra para os terminais do Galeão e Santos Dumont, totalizando 881 mil. Em volume de operações, haverá um crescimento de cerca de 45% em função de 2,6 mil novos voos. Em Belo Horizonte, os aeroportos da Pampulha e Confins terão 873 mil lugares em 7,7 mil voos, dos quais 789 são operações específicas para os seis jogos na capital mineira.

Em termos de operação, o aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá aumento de 64% no volume de pousos e decolagens no período, chegando a 5,5 mil voos e 560 mil assentos. Fortaleza também supera a margem de 60% com 826 voos extras, somados à malha de 1.350 deslocamentos regulares.

“Temos uma grande operação e plenas condições de proporcionar aos torcedores uma experiência de voo de acordo com todas as expectativas. Porém, a experiência de voar não se resume apenas ao período em que o passageiro entra na aeronave. Precisamos também contar com a eficiência dos serviços em solo para garantir o sucesso desta operação”, conclui Sanovicz.

ABEAR
A ABEAR foi criada em 2012 pelas cinco principais companhias aéreas brasileiras – AVIANCA, AZUL, GOL, TAM e TRIP, com a missão de estimular o hábito de voar no Brasil. Entre suas estratégias de atuação estão planejar, implementar e apoiar ações e programas que promovam o crescimento da aviação civil de forma consistente e sustentável, tanto para o transporte de passageiros como para o de cargas. As empresas fundadoras representam 99% do mercado, empregam 57 mil pessoas, dispõem de mais de 450 aeronaves e fazem cerca de 2.700 voos diários. A entidade tem ainda mais duas associadas: TAM Cargo e TAP.



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