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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mtur e cidades-sede da Copa alinham plano de hospedagem alternativa

Mtur e cidades-sede da Copa alinham plano de hospedagem alternativa
Representantes da pasta detalharam as medidas de apoio aos programas locais. Anfitriãs do Mundial de 2014 compartilharam experiências já em andamento
Representantes do Ministério do Turismo e das 12 cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA 2014 discutiram o plano operacional para organizar, ampliar e divulgar programas de hospedagem alternativa durante o megaevento. O encontro foi realizado na tarde desta quinta-feira (28.11) em Brasília.
“Desejamos dar oportunidade para aqueles que não podem se hospedar em hotéis. Sem a participação das cidades-sede é impossível fazer qualquer plano de hospedagem alternativa. Temos que planejar em conjunto”, disse o ministro do Turismo, Gastão Vieira, na abertura do encontro.
Estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em parceria com o ministério, mapeou cerca de 60 mil leitos de hospedagem alternativa nas 12 sedes, entre albergues, pensões de hospedagem (como o programa Cama e Café), motéis e aluguel para a temporada. Mas esse número é muito maior, segundo o coordenador-geral de Competitividade e Inovação do Ministério do Turismo, Jair Galvão Neto. “Ao fazer um mapeamento in loco, certamente conseguiremos potencializar substancialmente esses números”, disse.
Jair enumerou as medidas de apoio do Ministério do Turismo aos programas locais de hospedagem alternativa. Segundo ele, será dado suporte técnico às sedes, será feito um diagnóstico das acomodações, seguido de monitoramento da oferta e da demanda, e serão implantadas ferramentas de busca e de divulgação desse tipo de hospedagem. “As estratégias para divulgação passam pelos Centros de Atendimento a Turista, pelas entradas da cidade – como aeroportos e rodoviárias – além de portais na internet e campanhas promocionais”, acrescentou.
Pesquisas
De acordo com o mapeamento “Investimentos no Brasil: Hotéis e Resorts”, realizado pela consultoria de investimentos hoteleiros BSH International com o apoio do Ministério do Turismo, 41% dos hotéis abertos entre 2011 e 2013 foram de categoria econômica e 5% da categoria supereconômica.
“Esses números revelam uma procura significativa por hospedagem de tarifa mais baixa. A perspectiva é que haja boa demanda também para hospedagem alternativa nos grandes eventos”, disse Jean Marcel Fernandes, do Departamento de Financiamento e Promoção de Investimentos do ministério. Ele acrescentou que, atualmente, a acomodação alternativa está estimada em 8% da oferta total de leitos.
Outra pesquisa retomada durante o evento diz respeito ao perfil do turista que viajou para a África do Sul durante a Copa do Mundo da FIFA 2010. O estudo foi elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a pasta do Turismo durante o Mundial. Foram entrevistados 4.835 turistas estrangeiros. Desses, 69% ficaram em meios de hospedagem tradicional, 10% optaram por programas de Cama e Café e 21% escolheram outras alternativas. Entre os que ficaram em hotéis tradicionais, 42% se hospedaram em estabelecimentos três estrelas e 35% preferiram formas de hospedagem mais econômicas, de até duas estrelas. O restante optou por hotéis de categoria superior ou luxo. A África do Sul recebeu 310 mil turistas estrangeiros durante a Copa.
“O interessante é que a maior parte desses turistas quis conhecer cidades que não são sedes da Copa: 83% dos entrevistados fizeram outro tipo de turismo, além do  futebol. Esses turistas visitaram, em média, três ou quatro cidades que não receberam jogos da Copa”, explicou o diretor do departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Lopes.
Cama e Café – DF
Uma das experiências compartilhadas pelos representantes das cidades-sede foi o programa de hospedagem alternativa do Distrito Federal, o “Cama e Café”. De acordo com Ariádne Bittencourt, da Secretaria de Turismo do DF, já há 277 residências cadastradas no programa. A meta é chegar ate 300 casas até o ano que vem.
Após o cadastro, são realizadas visitas técnicas aos imóveis, com o apoio da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADBV-DF), para a avaliação das residências e verificação dos pré-requisitos do programa.O morador tem que ser proprietário do imóvel e deve oferecer, no mínimo, os serviços de limpeza e café da manhã. Podem ser disponibilizados até três cômodos para o programa.
A previsão é de que o site do Cama e Café esteja no ar na primeira semana de dezembro, para que os turistas possam conhecer as casas já cadastradas. O site terá fotos, descrição e outras informações sobre as residências, além do perfil dos proprietários. O site está sendo implantado pelo Sebrae-DF, em parceria com a Secretaria de Turismo do DF e a ADBV.
No período da Copa das Confederaçõe, o Ministério do Turismo criou o site http://hospitalidade.turismo.gov.br para divulgar opções de hospedagem alternativas em Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador.

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