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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Brasileiros pretendem gastar menos com as compras de Natal, diz CNI


 



 
Pesquisa revela que apenas 11% da população planejam gastos superiores aos de 2012 e que 24% dos entrevistados estão mais endividados. A inflação lidera a lista dos fatores que definem o valor das compras
 


Quarenta por cento dos brasileiros pretendem gastar menos com as compras de fim de ano em comparação com 2012. Outros 34% devem gastar o mesmo, e só 11% dizem que os gastos serão superiores aos do ano passado. Nove por cento afirmaram, espontaneamente, que não fazem ou não farão compras para as festas de fim de ano.  As informações são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Intenção de Compras, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga nesta sexta-feira, 22 de novembro.
 
A disposição para gastar mais com as festas de fim de ano é maior entre as pessoas com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos. Nessa faixa de renda, 14% pretendem gastar mais do que em 2012 com as compras para as festas de fim de ano. O percentual cai para 9% entre os que têm renda familiar de até um salário mínimo.
 
O gerente executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, avalia que a redução dos gastos com as compras é resultado das dificuldades econômicas enfrentadas pela população.  "Mais da metade dos entrevistados disseram que a situação econômica pessoal é regular ou ruim. Há ainda um maior endividamento da população e crescimento da inflação", analisa Fonseca.
 
Conforme a pesquisa, 43% dos brasileiros disseram que a situação econômica pessoal é regular, 14% acham que é ruim ou péssima.  Os entrevistados também apontaram, em uma lista de sete opções, os fatores determinantes para a decisão do valor a ser gasto com as compras.  Segundo 28% dos entrevistados, a inflação é o principal item considerado na hora da decisão pelas compras do mês. Em seguida, vem a renda pessoal (22%) e a renda familiar (15%).
 
USO DO 13º SALÁRIO - A pesquisa revela ainda que 24% da população está mais endividada do que há três meses. A maior parte das dívidas (59%) foi contraída por causa de dificuldades ou necessidades imprevistas. Ou seja, foram feitas sem planejamento. O cenário de maior dificuldade econômica influencia a decisão sobre o uso do 13º salário neste fim de ano.  A maioria dos brasileiros (52%) usará o 13º salário para pagar dívidas. Outros 30% usarão o dinheiro extra para despesas do dia a dia e 18% comprarão presentes e produtos de uso pessoal, como roupas, sapatos e brinquedos.  Quinze por cento vão poupar.
 
De acordo com o levantamento, menos da metade (42%) dos entrevistados costuma receber 13º salário e 57% não recebem o salário extra. O percentual dos que não recebem 13º salário é maior nas faixas de renda familiar mais baixas. Entre os que ganham até um salário mínimo, 82% não recebem o 13º. Entre os entrevistados com renda familiar acima de 10 salários mínimos, o percentual cai para 39%.
 
A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Intenção de Compras foi feita com 2.002 pessoas em 142 municípios entre 14 e 17 de setembro.  
  

Assessoria dee Comunicação da CNI

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